Em 2026, a arquitetura e o design de interiores afirmam-se como disciplinas cada vez mais conscientes, onde estética, funcionalidade e responsabilidade ambiental caminham lado a lado. As tendências deste ano não procuram o excesso, mas sim espaços bem pensados, materiais duráveis e uma beleza que resiste ao tempo.
Estas são cinco das principais linhas que estão a definir projetos residenciais e comerciais em 2026.
1. A cor como linguagem: o tom Pantone 2026 e as superfícies de quartzo em tendência
A cor do ano Pantone 2026 reforça uma paleta elegante, serena e profundamente ligada à natureza. Tons claros, luminosos e equilibrados dominam os interiores, criando ambientes acolhedores e intemporais.

Esta estética encontra um eco natural nas superfícies de quartzo de base natural (materiais engenheirados) da Guidoni, muito presentes no mercado português. Soluções como Himalaya Summit, Branco Paloma e Branco Aldan destacam-se pela sua uniformidade cuidada, subtis nuances cromáticas e grande versatilidade em projetos contemporâneos.
Aplicados sobretudo em cozinhas e casas de banho, estes materiais acompanham a tendência cromática de 2026, oferecendo uma resposta equilibrada entre estética, funcionalidade e facilidade de manutenção.
2. O regresso dos materiais autênticos
Em 2026, continua a crescer a valorização de materiais com identidade, que assumem a sua textura, origem e carácter sem artificios. A arquitetura afasta-se de acabamentos excessivamente uniformes e aposta em superfícies honestas, capazes de criar uma ligação emocional com o espaço.

Pedra, madeira e cerâmica artesanal afirmam-se como escolhas naturais em projetos que procuram transmitir solidez, conforto e autenticidade. Mais do que uma tendência visual, trata-se de uma forma de pensar espaços que envelhecem bem e ganham valor com o tempo.
3. O auge do mármore: Calacatta como símbolo de elegância intemporal
O mármore vive em 2026 um momento de forte afirmação, com os Calacattas a consolidarem-se como referência absoluta de sofisticação. A sua estética luminosa, marcada por veios expressivos e contrastes delicados, atravessa estilos e tipologias de projeto.

Esta tendência manifesta-se sobretudo através de detalhes cuidadosamente pensados: encimeras, ilhas de cozinha, lavatórios, mesas e peças de mobiliário feitas à medida. O mármore deixa de ser excessivo para se tornar preciso, acrescentando valor ao espaço através de uma elegância que perdura.

4. Materiais que simplificam: eficiência e desempenho com Ceratop®
A inovação nos materiais responde, em 2026, a uma necessidade clara: facilitar a vida tanto dos profissionais como dos utilizadores finais. É neste contexto que soluções como Ceratop® ganham protagonismo.



Para o marmolista, trata-se de um material que permite agilizar o trabalho, graças à sua facilidade de corte, transformação e manuseamento. Para o cliente final, os benefícios são evidentes: estética cuidada, elevada resistência e baixa manutenção, mesmo em espaços de uso intensivo.
Funcionalidade e design deixam de ser opostos e passam a fazer parte da mesma equação.
5. Sustentabilidade como eixo central do projeto
Em 2026, a sustentabilidade assume-se como um pilar incontornável da arquitetura contemporânea. As casas passivas, a eficiência energética e a escolha consciente de materiais orientam a forma como se projeta e constrói.

A pedra natural desempenha aqui um papel fundamental: é durável, reciclável, exige pouca transformação industrial e contribui para a inércia térmica dos edifícios, melhorando o conforto interior e reduzindo as necessidades energéticas.
Esta abordagem sustentável vai, no entanto, mais além dos materiais:
- Aposta em mobiliário produzido localmente, com marcas portuguesas como Wewood, Domkapa ou Antarte, reduzindo transportes, emissões e valorizando o saber-fazer nacional.
- Recuperação e reutilização de peças existentes.
- Integração de soluções passivas de iluminação e ventilação natural.

Sustentabilidade é hoje sinónimo de inteligência construtiva e visão a longo prazo.
Conclusão
As tendências de 2026 mostram que a arquitetura e a decoração caminham para uma abordagem mais consciente e equilibrada. A escolha dos materiais, o cuidado com a cor, a valorização do detalhe e a preocupação com a sustentabilidade refletem uma nova forma de projetar: mais responsável, mais funcional e, acima de tudo, mais duradoura.
Num contexto em que os espaços são cada vez mais vividos, o verdadeiro luxo está na qualidade, na intemporalidade e na capacidade de criar ambientes que resistem ao tempo — tanto do ponto de vista estético como técnico.